Ontem assisti ao último episódio da série Cold Case. Fiquei triste, como se tivesse perdido alguém muito querido. Um dos meus prazeres diários era ficar esperando a hora de ver o que aconteceria com os detetives da Seção de Homicídios, da Polícia da Filadélfia. Peguei essa mania da Vivi, minha filha caçula, que é viciada em séries de TV. Agora tenho que voltar para os amores antigos, Criminal Minds e CSI.
Ah! Ainda por cima, precisarei esquecer o Scotty Valens, o detetive latino por quem me apaixonei. Até nos seriados me apaixono por cafajestes, com o detalhe que o “cubariquenho” é um morenaço de dar água na boca (acho que, como o Collor, de s&c$ roxo), bem diferente das minhas paixões, invariavelmente, branquelos cor de rosa.
Por falar em amores antigos, tenho lembrado com constância de alguns dos meus. Não que eu fique pensando sobre isso, nos meus momentos em que me recolho. Pelo contrário, raramente penso no que passou, fiel ao propósito de viver o momento presente.
O caso é que o presente tem me remetido, com certa frequência, ao passado recente. São conhecidos que encontro nos consultórios da vida e que me perguntam sobre o sítio, sobre os cachorros, sobre o marido e dou respostas o mais sucintas possível. Mesmo assim, algumas pessoas (mais íntimas) querem saber os detalhes. Outras pedem notícias atualizadas do ex e querem até mandar recados.Quando vou à Benevides, como hoje, fica impossível não reviver meu pequeno drama. Mais orgulho ferido do que despeito, graças aos céus.
Ficar na mesma cidade provocam essas saias justas. Não me importo com a situação, mas preciso ter cuidado para não alimentar meu lado obsessivo, porque quer eu queira ou não, as cicatrizes ainda estão muito sensíveis para serem cutucadas.
Dizem que tudo que é bom dura pouco. Sei não… acredito que as coisas duram o tempo certo, o tempo possível, face a finitude das relações, das pessoas, da vida, enfim. Melhor que chegue ao fim antes do desgaste total, das mágoas irreversíveis, da perda de consciência do mundo, da decomposição total.
O fim, portanto, deveria ser percebido como algo intrínseco ao ser. Falei sobre o assunto com a psi na última consulta. Sinto-me pronta para ir, tranquilamente. Mas não me importo de ficar!
Oi minha queria.Vc recebeu meu e-mail?